Web Applications X Apps

Com o lançamento do Windows 8 pela Microsoft, está explicito que o futuro da computação está no uso de dispositivos cada vez mais pervasivos. Hoje poucos dão conta do fato que um iPad tem mais poder de processamento do que um computador desktop da década de 90.

O que faz com que smartphones e tablets ganhem a preferência dos usuários está na experiência de uso. Qualquer um que tirou fotos num equipamento desses para postar na Internet acha muito mais divertida essa experiência do que aquela onde era necessário descarregar as fotos num computador para fazer o upload.

Essa facilidade encontrada nos equipamentos da moda se deve principalmente ao reconhecimento do fato que o usuário busca por coisas simples e intuitivas para usar no dia a dia. Isso traz ao desenvolvedor o desafio de escolher o modelo mais adequado para atender a esses anseios.

As plataformas voltadas para os dispositivos que se enquadram naquilo que é denominado BYOD (bring your own device) – iOS, Android e agora Windows RT – tem como uma das bases de apoio o desenvolvimento de aplicações (agora conhecidas simplesmente como Apps) que exploram os seus recursos. Por exemplo, um GPS permite detectar onde estamos, o que é explorado por apps que fazem pesquisas sensíveis à localização.

Outro modelo de construção de é baseado em web applications. Neste a aplicação roda em servidores centralizados e são acessadas via navegadores que enviam requisições e recebem de volta respostas na forma de páginas renderizadas em HTML.

O modelo web é percebido como vantajoso para se disponibilizar um produto para um público amplo. No entanto há limitações devido a uma certa incompatibilidade na aplicação dos padrões HTML por navegadores e existe uma dificuldade referente à manutenção de estado. De uma forma simplificada, faz- se necessário escrever código apenas para guardar as informações referentes a uma sessão (tempo entre o início e o fim do uso da aplicação).

Se apps além de não terem problemas de compatibilidade conseguem usar os recursos do dispositivo, elas lidam com as diferenças entre plataformas. A rigor, para se ter uma rodando num iPhone, tablet com Android ou em um ultrabook com Windows 8, precisa-se escrever códigos específicos por sistema operacional.

Hoje não há uma solução clara para se ter uma única base de código que rode em qualquer dispositivos. Web applications são o que se consegue chegar mais perto dessa experiência, mas não conseguem explorar por completo os recursos desses equipamentos. Apps podem ser mais fáceis de codificar, porém demandam esforços para cada uma das plataformas que se deseje atender.

O Windows 8 vislumbra uma possibilidade que se for evoluída pode minimizar a questão de se ter construções distintas por plataforma. Nele é possível codificar com JavaScript e HTML5, de forma próxima à adotada em web applications. Ainda está longe do ideal, porque há extensões proprietárias desse SO para usar os recursos do dispositivo, mas numa evolução do HTML quem sabe seria possível usar tudo que um computador oferece?

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Sobre o Autor

Experiência de 25 anos na área de informática, trabalhando com programação orientada a objetos desde 1990, arquitetura cliente-servidor desde 1994, aplicações web desde 1997 e arquitetura distribuída desde 1999. Conhecimento de bancos de dados relacionais, ambientes de desenvolvimento visual, criação de páginas Web, metodologias de desenvolvimento e administração de risco. Realizações em levantamentos de sistemas, avaliação de controles, coordenação de projetos de desenvolvimento, auditoria e consultoria.

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